O professor de uma matéria chamada comunicação comparada disse: “leiam duas matérias sobre o mesmo assunto publicada em dois jornais diferentes. Comparem, reconheçam as diferenças entre os dois textos, e tentem reescrever a matéria de forma imparcial”. O que me faz pensar, no final das contas, o quanto é criminal, grave mesmo, ser jornalista e ter ter que ter patrão.
Ora bolas, que não haja uma visão única e absoluta dos fatos, isso vá lá, não não posso negar essa multifacetada natureza dele, mas daí a coisa divergir inteiramente, bem, isso já é um pouco demais…ainda mais quando o que se escreve está intimamente ligado ao que se pode escrever, que depende de onde se trabalha…
As mãos estão atadas, só um lado da verdade é permitido dizer, o outro se omite, se maqueia, se disfarça, é lamentável. Dessa forma a notícia fica totalmente alterada, vira outra coisa, informa errado, mal , tendenciosamente.
Outra professora me chamou atenção pro seguinte: por mais apavorante que possa parecer a verdade é uma só. Se daqui a vinte anos qualuqer um de nós for procurar saber o que ocorreu nas eleições de 2006, e tomar como base as notícias veiculadas pelos nossos dois jornais, baita confusão está armada. Os jornais noticiaram duas campanhas totalmente diferentes, as informações não batem, é um desastre.
Vou tentar fazer o tal trabalho.
Whatever.