Ponto Parágrafo











{Dezembro 13, 2006}   Natal? Pra quem??

Na ausência do poder público e na impossibilidade das associações não-governamentais darem conta do enorme número de pobres e miseráveis que passam a noite de natal como qualquer outra noite, a sociedade civil se une na tentativa de dar a essas pessoas uma noite de natal digna.

São centenas de pessoas, funcionários públicos, donas de casa, estudantes, muitos deles da classe baixa, que nesta época do ano se reúnem e bolam estratégias para coletar roupas, brinquedos, lençóis, alimentos e fazer com que isso chegue pra quem realmente mais precisa.

O primeiro personagem de hoje é a Dona Fátima, líder comunitária da Terra Firme, bairro conhecido pelo alto índice de criminalidade e praticamente abandonado pelo poder público. Mesmo com muito pouco para si, a Dona Fátima mobiliza dezenas de pessoas para coletar o que é preciso para melhorar o natal da multidão de crianças descalças que perambulam pela área, à mercê da própria sorte. Porque pra Dona Fátima, essas crianças merecem um natal tão farto quanto qualquer outra criança, com direito a presente, comida, e cama quentinha no final da noite. É preciso voltar os olhos para essas crianças, ou todos pagaremos muito caros por isso: o estado, o comércio, a sociedade como um todo.

Não basta lamentar, mova-se!



O Instituto existe desde 2004 e tem ampla participação na vida cultural da cidade e da região norte do País.

Ao longo desses dois anos o Instituto realizou vários eventos, regionais e internacionais: Em 2004 realizou o I EAC – Encontro de Arte Contemporânea de Belém, com patrocínio do BASA – Banco da Amazônia S/A. O evento reunia shows de música, exposição de artes plásticas e fotografia, exibição de curtas paraenses, apresentação de um grupo de hip-hop, grafiteiros, teatro de bonecos. A entrada era gratuita – bem como em todos os outros eventos sob nosso selo – e tivemos um público superior a 3.500 pessoas.

Logo após vieram as mostras de cinema da Amazônia, onde através de um intercâmbio cultural, levamos e trazemos o cinema de cada canto, promovendo a visita de uma cultura à outra. O primeiro país a recebê-la foi a França. E nessa oportunidade, levamos o cinema da Amazônia à Alemanha.

Pra efetivar o intercâmbio cultural, recentemente realizamos a Mostra Curta Alemanha Contemporânea, em parceria com o Instituto Goëthe, em Manaus, Porto Velho e aqui em Belém, nos mês de outubro passado.

O Instituto é uma entidade sem fins lucrativos, e financia seus projetos através de selos provenientes de leis de incentivo à cultura em âmbito municipal, estadual e federal. Por isso seus eventos podem ser gratuitos.

No paralelo temos duas obras de audiovisual nas costas, curtametragens: “O Estrangeiro” e “Itinerário Interno”, baseado na obra literária homônima de Pedro Vianna, poeta paraense.

O centro nervoso e pensante da nossa casa é formado por: Eduardo Souza, idealizador, presidente do Instituto e coordenador da Mostra; Cândido Neto, editor, finalizador e assistente de produção; e eu, Helena Saria, chefe de produção.



etc.